Segundo uma pesquisa da Universidade da Bretanha-França, a memória dos cavalos assim como o seu entendimento da fala, vai muito alem do que imaginamos. O estudo mostra que os cavalos podem ser mais leias até que amigos de longa data. Desde que bem tratados é claro. Analisando vinte Anglo-Árabes e três Franceses. Os cientistas testarão o quão os cavalos lembravam-se do treinador e das instruções que aviam sido passadas, depois de oito meses longe dos animais.
Foi confirmado que eles lembram tanto do treinador como do treino, por dez anos no mínimo. A pesquisa mostra que os cavalos são leais, inteligentes e de memória longa. Mas cuidado, a memória também vale para as mas lembranças. Segundo o pesquisador Shankey líder da pesquisa, os cavalos mantêm uniões de longo tempo com vários membros de seu grupo, podendo também trabalham reciprocamente com membros de outro grupo para formar suas manadas. As relações dos cavalos são duradouras podendo ser para vida toda.
“Cavalo deus botou no mundo para ser amigo de um amigo seu
Não fala, mas entende tudo quando o dono chega para conversar
No gesto de quem agradece às vezes relincha de satisfação
Parece refletir nos olhos o que vai no fundo do seu coração...”
Não fala, mas entende tudo quando o dono chega para conversar
No gesto de quem agradece às vezes relincha de satisfação
Parece refletir nos olhos o que vai no fundo do seu coração...”
Os resultados afirmam que os eqüinos não são diferentes dos humanos nas respostas a estímulos e reforços positivos. “Se comportam, aprendem e memorizam melhor quando o aprendizado for uma situação for positiva, criativa, desafiadora, não entediante e acima de tudo não agressiva.” Afirma Shankey.
Diferente dos cães, os cavalos respondem melhor a estímulos táteis do que aos verbais, já que a sensibilidade deles é fina, respondem a uma simples pressão de panturrilha, roçar de calcanhares o troca de posição na sela. É importante que todas as atitudes das pessoas, enquanto estejam lidando com os cavalos, sejam feitas de maneira a criar estímulos a reações desejadas. Estes simples atos que estimulam certas reações dos animais, ficam para sempre gravados na memória dos cavalos, tornando o manejo e a convivência muito mais simples e prazerosa. Estes estímulos também podem ser feitos através de recompensas como um "carinho", "conversar" com o cavalo com a voz em tom calmo e agradável ou, ainda, um prêmio como um delicioso torrão de açúcar. Estas atitudes visam fixar na memória do cavalo que, se ele agir de uma determinada maneira ele certamente será recompensado, tanto com carinho como com algum "presente". Outra coisa que realmente chama a atenção para a boa memória dos cavalos é o Imprinting: abordagem na primeira hora de vida do potro, massageando em todas as áreas que o homem ira manipular quando ele for adulto, ele é acariciado e por fim sopra-se levemente em suas narinas para que guarde o cheiro e associe com algo bom que teve após seu nascimento.
Há dois objetivos com a técnica do Imprinting: treinar o cavalo a não ter medo ou resistência a procedimentos veterinários, ferreiros ou treinamento; e estabelecer uma dominância humana na vida do jovem potro, levando-o a um cavalo adulto mais treinável e confiante. É preciso alertar, entretanto, que a técnica precisa ser executada sempre por mãos experientes e norteada belo bom senso, pois a ocorrência de resultados negativos -- como em todo o treinamento mal realizado -- é latente. Ainda mais tratando-se de animais jovens, ao que pode resultar em um trabalho esplêndido ou desastroso.
Lembrem-se como os amigos humanos, os equinos poder quardar magoas tratem bem os cavalos e tenham bons amigos!
Abraço Flávio Araújo

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